Saúde 07/08/2017

Cultura do machismo prejudica prevenção do câncer de próstata

Fonte: Ibahia

 

Pesquisa realizada pelo Datafolha com homens de 40 anos ou mais e que nos últimos três meses frequentaram estádios de futebol aponta que eles se preocupam com a saúde, mas deixam que estigmas como o preconceito e o machismo interfiram na prevenção do câncer de próstata.

Os dados foram coletados em sete capitais com maior incidência da doença: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Recife e Salvador, onde 110 homens foram entrevistados.

 

 

A pesquisa, feita entre os dias 28 de junho e 2 de julho, aponta que 34% dos entrevistados não fazem o acompanhamento recomendado pelo urologista e 27% nunca fez o exame de toque, e que 77% declararam que cuidaram bem de sua saúde ao longo da vida.

A nota média de cuidado, de zero a dez, ficou em 7,2. Não foram observadas diferenças significativas por variáveis de renda, escolaridade e idade. Ao analisar os dados, o médico Alfredo Canalini, diretor da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), avaliou que o brasileiro tem tomado mais consciência sobre a doença, “porém, peca ao cair no medo de como será visto por amigos e parentes ao se submeter ao exame do toque”.

“Ou até mesmo por pensamento dele. Tem homem que não quer de jeito algum fazer o exame, prefere morrer. Esse tipo de pensamento é prejudicial não só para a pessoa e a família, mas também para o governo, pois o tratamento é um custo muito alto”, observou.

Um fator positivo que a pesquisa mostrou foi que o principal cuidado com a saúde declarado pelos entrevistados foi a prática de atividades físicas, com 54% de menções espontâneas.

Visitas periódicas ao médico alcançaram 39% e alimentação saudável 37%, entre outros cuidados com a saúde menos citados. Ir mais vezes ao médico alcançou 23% de menções e evitar vícios, 17%, entre outros cuidados menos citados.

As doenças que mais preocupam os entrevistados são o câncer (29%) e doenças do coração (20%) – o câncer de próstata alcançou 10% de menções espontâneas. Dos entrevistados, 62% já foram ao urologista.

O índice cresce conforme aumenta o grau de instrução e a renda familiar mensal do entrevistado. A idade também é uma variável importante, entre os que têm 40 a 49 anos, 47% já foram ao urologista ante 71% entre os que têm 60 anos ou mai

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